Âmbar-cinza
Substância rara produzida no sistema digestivo de cachalotes, prezada como fixador e hoje quase sempre feita em laboratório.
O âmbar-cinza, ou ambergris, é um dos ingredientes mais valiosos e lendários da perfumaria, apreciado por fixar e dar redondeza ao perfume. Segundo o verbete que consultamos, ele é produzido no sistema digestivo de cachalotes, forma uma massa que seca, flutua e acaba nas praias de lugares como África do Sul, Japão, Nova Zelândia e até o sul da Inglaterra.
Fonte: The Perfume Society, verbete Âmbar-cinza ↗. Consultado em 06/11/2026.
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Quando é recém-produzido, não serve. Com o tempo, o cheiro amadurece e melhora, e antes do uso precisa ser diluído em álcool. A fonte reúne descrições que vão de úmido, terroso e marinho a doce, almiscarado e radiante, e há quem sinta a madeira de igrejas antigas. Os egípcios queimavam como incenso, e os chineses o chamavam de fragrância de cuspe de dragão.
Como a oferta selvagem é irregular e muitos países proibiram o comércio, em linha com a proteção aos cachalotes, o âmbar-cinza costuma ser recriado em laboratório. E atenção: apesar do nome, não é o mesmo que o âmbar da família oriental.
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